• Beatriz Barbosa

As turbulências do final do campeonato geram impactos dentro e fora das pistas

A semana de corridas no Catar começou agitada, mas as polêmicas giravam em torno dos acontecimentos do Grande Prêmio de São Paulo. Confira um resumo sobre as decisões da FIA e os treinos livres para o GP do Catar.


O GP de São Paulo só acaba quando termina...


A corrida no Brasil foi um evento a parte, na pista, Lewis Hamilton e Max Verstappen proporcionaram um show a parte. Em terras tupiniquins, o inglês foi agraciado pela magia de Interlagos, realizando uma das maiores corridas de sua carreira.


Dominante durante toda a sexta-feira, Hamilton garantiu a pole position para a corrida sprint. Porém, durante a primeira sessão de treino livre, a RBR constatou uma possível falha na asa traseira de Hamilton, que poderia estar ajudando no desempenho avassalador do heptacampeão.


A Mercedes havia optado pela troca do motor a combustão de Hamilton, para que ele ganhasse mais velocidade e melhorasse o desempenho, esse fator por si só já explicava a crescente do carro da montadora alemã. Mas, em reta final de campeonato e um título de jogo, vale quase tudo.


O protesto foi aceito pela FIA e após a sessão de classificação, o DRS do carro da Mercedes passou por 14 testes que comprovaram que o dispositivo estava abrindo mais do que o permitido. O limite é de 85mm e estava passando apenas 0.2, assim Hamilton acabou sendo desclassificado e largou em vigésimo na corrida sprint, e em uma corrida de recuperação espetacular, conquistou 15 posições em uma etapa de apenas 24 voltas.


Mas, a decisão da FIA não saiu de forma rápida e outra polêmica se criou. Verstappen tocou no DRS do carro de Hamilton quando já estavam no regime de parque fechado, o que é proibido pelo regulamento. Alguns rumores de que a Mercedes estaria usando o toque como argumento para justificar a falha técnica surgiram, mas foram desmentidos pela equipe e o órgão regulador da categoria. Verstappen foi multado em 50 mil euros.


Chegou em quinto na corrida rápida, mas ainda havia outra punição a ser cumprida: com a troca do motor a combustão, Hamilton perdeu 5 posições em relação a sua chegada na sprint race, largando em décimo no domingo. Na corrida principal, outro espetáculo, pulou de décimo para segundo em 19 voltas. Dali em diante, o embate entre os postulantes ao título ganhou mais um capítulo extraordinário - e polemico.


Na volta 48, quando Hamilton se aproximou o suficiente de Verstappen para tentar a ultrapassagem, o holandês fez uma manobra mais arriscada que resultou em ambos saindo da pista, os comissários entenderam que não era um lance plausível de investigação. A corrida seguiu e Hamilton conseguiu a ultrapassagem na volta 59, conquistando a vitória 101 de sua carreira. Após a bandeirada, Hamilton parou o carro, pediu a bandeira do Brasil e repetiu o gesto de Senna, 30 anos após a primeira vitória de Ayrton em Interlagos.


A Race Week é no Catar, mas as polêmicas são brasileiras


A Mercedes entrou com um pedido de revisão do lance na volta 48, o que é um direito das equipes. O ponto que diferencia os casos corriqueiros para esse é que a equipe alemã tinha uma nova evidência: a câmera onboard de Max Verstappen, que trazia uma nova visão do incidente e que não havia sido disponibilizada pela Red Bull.


FIA rejeita pedido da Mercedes. Foto/ Reprodução: Twitter F1


Após longas reuniões e muita demora para que uma decisão fosse tomada, a FIA decidiu negar o pedido da Mercedes, mas talvez tenha sido tarde demais, já que alguns pilotos demonstraram suas opiniões e não aparentavam felicidade ao fazer.


A principal crítica é a falta de critérios da federação. Em outros incidentes do mesmo estilo, ocorreram punições, mas no caso da RBR e Verstappen, não. Charles Leclerc chegou a dizer na coletiva que iria adaptar seu estilo de pilotagem caso a FIA não punisse Verstappen pelo lance. Pierre Gasly e George Russell se posicionaram de forma parecida.


Na press conference dos chefes de equipe, Toto Wolff (Mercedes) e Christian Horner (RBR) estiveram lado a lado e Toto alegou que já esperava que seu pedido fosse negado, mas que buscava o apoio dentr do grid. Se a estratégia realmente era essa, então obteve sucesso.


Os treinos livres no Catar


Após tantas polêmicas, as atividades na pista enfim começaram. O circuito de Losail é um incógnita para as equipes, já que é a primeira vez que a categoria acelera por lá. Na primeira prática, Max Verstappen foi o mais rápido com o tempo de 1.23.723, Gasly foi o segundo (+0.437), seguido de Bottas (+0.471), Hamilton (+0.786) e Tsunoda (+0.925).

No segundo treino livre, Valtteri Bottas foi o mais rápido virando em 1.23.148, seguido De Gasly (+0.209), Verstappen (+0.350), Hamilton (+0.422) e Norris (0+484). Já na terceira e última sessão de treinos, em ritmo de classificação, Valtteri Bottas foi novamente o mais rápido, dessa vez com o tempo de 1.22.310. Hamilton foi o segundo (+0.078) e Verstappen o terceiro (+0.341).

Os detalhes da classificação você confere logo mais no Instagram do De Virada.



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